Madonna – Uma lenda viva – Na Eles&Elas 299

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A capital portuguesa está na moda e cada vez é mais difícil resistir aos encantos da cidade do Tejo. Madonna engrossou a lista de celebridades que procuram casa em Lisboa para aqui conseguir proporcionar boa qualidade de vida e lazer, e isso fez com que a Rainha da Pop invadisse jornais e revistas de novo. Quase a completar 60 anos de vida, é oportuno recordar a vida cheia e gloriosa de alguém que, em breve, será nossa vizinha. Uma vez ela própria disse: “sei que não sou a melhor cantora e sei que não sou a melhor dançarina”. Pouco importa tal coisa: é simplesmente a Madonna.

É a Rainha da Pop e dispensa apresentações. Madonna nasceu em 1958 e cedo descobriu a agilidade e a leveza que a permitiam dançar com toda a desenvoltura. Era a dança a sua grande paixão, e a jovem, nascida numa pequena cidade do Estado do Michigan, percebeu que tinha de seguir esse caminho. Quis correr atrás das oportunidades e aprender perto dos melhores, e assim mudou-se para Nova Iorque, aos 19 anos, desistindo do seu curso na faculdade. Estava dado o primeiro passo para o nascimento de uma lenda. Sozinha na cidade que nunca dorme – a mãe tinha morrido ainda ela era pequena, e pelo pai sentia raiva pelo facto de se ter casado novamente – Madonna trabalhou para garantir o seu sustento e entrou em alguns grupos de dança.  “Cheguei a Nova Iorque com 35 dólares no bolso. Foi a coisa mais corajosa que já fiz”, contou. Ao pisar vários palcos para dançar para outros artistas, Madonna ficou desperta para a vontade de cantar também. Queria estar no centro, queria brilhar mais ainda. Participou em duas bandas e depois fez coros para o cantor alemão Otto von Wernherr, e na sequência de todas estas experiências foi apresentada pelo produtor Mark Kamins ao fundador de uma discográfica. Assinou o seu primeiro contrato e trabalhou para compor o seu primeiro single, “Everybody”, que estreou em 1982 e tornou-se um verdadeiro êxito nas pistas de dança. O sucesso fez o público pedir mais, e em pouco tempo estava lançado o primeiro álbum. Deste “Madonna” saíram grandes êxitos, como “Borderline” e “Lucky Star”, mas o melhor estava ainda para vir…

Em 1984, vinha o segundo álbum, onde estava a faixa “Like a Virgin”. Cada vez mais provocante e irreverente, tanto no conteúdo das letras como nas suas roupas e apresentações em palco, Madonna tornou-se uma referência, tanto para o público feminino, que procurava adotar o seu estilo de vestuário, como para o público masculino, seduzido pela sensualidade desta jovem estrela. As músicas e os looks saltaram fronteiras e tornaram-se êxitos internacionais, e o disco passou semanas nos tops dos mais vendidos. Nos concertos e nas apresentações na televisão, Madonna nunca disfarçou a sua vontade em provocar e em soltar a sua loucura. Apostando em vestidos provocantes e em coreografias muito sensuais, a cantora sempre chocou os mais religiosos e conservadores. Mas, irreverente desde o primeiro segundo, a artista nunca se importou e nunca se abalou com as críticas. E foi assim que foi somando sucessos: concertos esgotados, convites para produções fotográficas, papéis em filmes e em peças de teatro, mais singles e discos com milhares de vendas – aconteceu com “Like a Prayer”, o disco que a revista Rolling Stone caracterizou como o “mais próximo que a Pop chegou à Arte”. Impossível é esquecer o grande sucesso que alcançou na interpretação da personagem Eva Perón, em “Evita”, o drama histórico que valeu à Rainha da Pop o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Musical ou Comédia. Uma canção que interpretou no filme, “You Must Love Me”, ganhou o Óscar de Melhor Canção Original em 1997, e o tema “Don’t Cry for Me Argentina” foi um êxito internacional. Na década passada, a artista vagueou entre o dance, o disco e a música eletrónica, em canções como “Hung Up”, e também experimentou algumas sonoridades R&B e hip hop no álbum “Hard Candy”, de 2008. Os anos passaram, mas Madonna nunca perdeu a sua irreverência e sensualidade. Continua a vestir-se para provocar, continua com uma forma física de fazer inveja e mantém toda a energia da juventude nos seus espetáculos. Hoje, está mais amadurecida. Musicalmente, os temas continuam a transmitir uma louca vontade de dançar, e os videoclips não perderam o hábito de contar histórias. Madonna é uma mulher que sabe usar a sua arte para transmitir o que pensa  e sente sobre os mais diversos assuntos. Nem sempre compreendida, especialmente nos trabalhos com cariz mais sexual, a cantora nunca baixou os braços e soube sempre afirmar-se de acordo com aquilo que é. Com isso, vendeu mais de 300 milhões de discos e tornou-se a cantora mais bem-sucedida da história, de acordo com o Guinness World Records. Além de cantar, Madonna também se dedica ao design de moda, à escrita, à direção cinematográfica e também está envolvida em alguns negócios. Tem uma vasta família composta por crianças que adotou em alguns países africanos, o que mostra a sua faceta solidária.

Apaixonada por Lisboa Não foram mais do que uma dúzia de dias aqueles que Madonna passou em Lisboa. A cantora norte-americana percebeu que a cidade está na moda e está em todas as listas de destinos recomendados pelas mais prestigiadas agências de viagens e revistas de Turismo, pelo que não quis perder tempo e embarcou com os filhos até à capital portuguesa. Mas não foi apenas por lazer que a Rainha da Pop esteve em Portugal. Madonna está mesmo decidida a mudar-se para o nosso país, tendo já inscrito os filhos (David, Mercy, Esther e Stella) no Liceu Francês e colocado o filho a treinar no Seixal, nas instalações do Sport Lisboa e Benfica, sob a alçada de Nuno Gomes. Por finalizar ficou a compra da casa que vai habitar juntamente com a sua família, num futuro não muito longínquo, pois a artista estará ainda indecisa entre as muitas casas de luxo que visitou. Nestes dias em Lisboa, Madonna encontrou-se com o Presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e também com o Ministro da Cultura, calculando-se também que tenha estado igualmente com o Primeiro Ministro.

É do conhecimento público que Madonna esteve apaixonada pelo modelo português Kevin  Sampaio, com quem supostamente manteve uma relação há alguns anos. Terá sido este amor que despoletou o gosto por Portugal e por Lisboa, que agora conduziu a cantora a mudar de vida e a passar a residir no outro lado do Atlântico. Os dois conheceram-se em 2015, quando o modelo participou no videoclipe da canção “Bitch I’m Madonna”, no qual surge a beijar a artista numa cena de grande sensualidade. Rapidamente a imprensa internacional o classificou como “o menino bonito de Madonna”. Tendo trazido os filhos nesta sua viagem, Madonna dedicou muito do seu tempo a explorar os recantos e as maravilhas da cidade de Lisboa, tendo registado esses momentos em fotografias que partilhou nas redes sociais. Assim, e embora praticamente ninguém tenha visto Madonna a passear por Lisboa, o certo é que a diva passeou pelo Oceanário, por Sintra, pelo Estádio da Luz, pelo Mosteiro dos Jerónimos ou pelo Parque Eduardo VII, mesmo ao lado do Hotel Ritz, em cuja suite presidencial ficou hospedada. A cantora desembolsou 15 mil euros por noite e beneficiou de acesso direto à garagem, o que explica o facto de não ter sido fotografada perto do hotel.

A última foto da sua presença em Lisboa mostrava as duas gémeas Esther e Stella vestidas com o equipamento do Benfica com a legenda “onde a vida começa”, o que deixa realmente antever um novo início para a vida da estrela pop, longe da azáfama dos Estados Unidos e inserida na tranquilidade de Lisboa. A paixão por Lisboa estende-se ao clube encarnado, uma vez que Madonna publicou uma foto com a descrição “Glorioso” – precisamente em português – na sua conta de Instagram. E uma outra foto mostra um avental do famoso Galo de Barcelos. São inúmeras as referências a Portugal nas redes sociais da cantora, o que mostra como é real e intensa a paixão pelo nosso país. A confirmar-se o interesse em aqui residir, Madonna será mais uma das muitas estrelas internacionais que escolheram Lisboa para viver. Vai, assim, juntar-se a Monica Belluci, ao ator irlandês Michael Fassbender, e ao futebolista Eric Cantona

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