Quem herdará a carruagem e os cavalos do príncipe Philip?

Até o fim da vida, o duque de Edimburgo sempre demonstrou o seu amor por cavalos e pelas atividades equestres, tais como polo e as corridas de carruagem. Apesar de ter também um grande fascínio pela escrita, por aviões e por automóveis, o que mais caracterizou este homem tão acarinhado pelo público foi a paixão pelos seus cavalos e carruagens.

Após a morte do duque, muitos se questionaram sobre quem herdaria a parte da herança com mais valor sentimental para o Príncipe: a sua carruagem e os cavalos.

A imprensa internacional revelou recentemente quem terá esta sorte de receber a preciosa herança de Philip: a sua neta Louise Windsor, filha do príncipe Eduardo e de Sofia.

Louise, de 17 anos, aprendeu a conduzir carruagens com o avô e partilhava com este a mesma paixão pela atrelagem, modalidade na qual compete e tem obtido resultados com distinção.

Louise irá receber a carruagem em alumínio e aço verde escura que é transportada pelos cavalos Balmoral Nevis e Notlaw Storm, que estiveram presentes no funeral e levaram o caixão de Philip.

 

Pedro Crispim Is Coming Hot

Persistente, empreendedor, lutador e um apaixonado pela moda e pela figura feminina. Para Pedro Crispim, o stylist das estrelas, a roupa e os acessórios não têm segredos! Nascido no Alentejo mas criado em Lisboa, conta com vinte anos de carreira e um nome que é reconhecido tanto pelas grandes marcas como pelas maiores figuras nacionais.

 

 

Ao longo dos anos, Pedro Crispim trabalhou como vendedor em lojas de roupa, fez styling, foi produtor de moda, fashion adviser, personnal shopper, faz trabalhos como vitrinista e visual merchandiser. Também tem uma revista online e dá aulas aos jovens que queiram deixar a sua marca pessoal na moda portuguesa, que cada vez mais se abre ao mundo e deixa o conservadorismo de lado.
A história de Pedro Crispim iniciou-se em pleno Alentejo: “Nasci em Évora, a 21 de Novembro de 1978, e sou o filho do meio da família. Ainda em criança, por questões profissionais, os meus pais mudaram-se em Lisboa e aqui cresci”, conta Pedro Crispim sobre a família e sobre as suas raízes alentejanas, terra que o viu nascer este orgulhoso escorpião há 41 anos.
Em Lisboa, onde cresceu com os dois irmãos, encontrou a paixão pela moda e hoje é considerado uma das figuras mais influentes da área em Portugal, especialmente quando falamos sobre consultoria de imagem.
Formado em Design de Equipamento na Faculdade de Belas Artes, Pedro Crispim estreou-se como manequim em 1997 e desfilou em alguns dos mais importantes eventos de moda nacionais, como é o caso do Fil Moda, Manobras de Maio, Modalisboa ou Portugal Fashion.
“Sempre senti que este seria o meu caminho, mesmo quando na minha cabeça não existia uma função definida, eu sabia que a minha vida profissional teria a ver com moda, com beleza e comunicação. Senti a resistência de um manequim que deseja fazer styling, sair da passerelle para fazer parte dos bastidores, e depois disso senti resistência da indústria me levar a sério depois de fazer televisão, e o curioso é que hoje em dia, quase toda a gente deseja fazer televisão, inclusive pessoas que não viam com bons olhos a popularidade que o pequeno ecrã trazia”, diz. Pedro Crispim começou a trabalhar de uma forma muito instintiva, ao conjugar os outfits certos para cada ocasião e consoante a personalidade da pessoa que os vai usar.
“Foi algo natural, apaixonei-me pelo processo criativo, queria fazer parte do mesmo, e as coisas foram acontecendo, e pareceu-me o certo, procurei formação e depois fui atrás e bater às portas! Claro que nessa altura queria mais, e decidi ir além do papel limitado em que me encontrava como manequim”, relembra Pedro Crispim sobre a passagem das passarelas para os bastidores dos grandes desfiles.
O ‘salto’ para o papel de stylist deu-se com a naturalidade de quem conhece bem o meio e depois de ter trabalhado alguns anos como freelancer abriu em 2011 o Atelier Styling Project com a Makeup Artist Sandra Almeida.
Pedro Crispim já trabalhou com algumas das maiores marcas, tanto nacionais como internacionais, e o seu nome está longe de ser desconhecido para os nomes mais sonantes da indústria artística portuguesa, como é o caso de Débora Monteiro ou Maria Botelho Moniz. Falando sobre quais são as mulheres que se vestem melhor, o antigo modelo, que também já lançou sapatos e livros, tem resposta pronta

 

 

“Raquel Prates, Sofia Carvalho, Maria José Galvão e Yolanda Noivo são para mim as mulheres que se vestem melhor em Portugal. Depois temos aquelas figuras que se apresentam como personagens que na realidade são a criação do agente, stylist, etc. Não lhes vejo grande genuidade”, diz Pedro Crispim.
Este considera que a geração mais nova (que cada vez mais se preocupa com a moda) está a tornar-se pouco genuína e desinteressante devido a imitação que faz de figuras internacionais, como é o caso de Kylie Jenner. “Uma imitação nunca terá a qualidade de um original”, ressalva. Às mulheres portuguesas, Pedro Crispim aconselha a que se divirtam, gostem de si próprias e não se levem demasiado a sério, especialmente na vida.
“Divirtam-se mais com a moda, não se levem tão a sério, sorriam mais e usem o vosso lado feminino como uma vantagem, como um dom e não passem tanto tempo a tentar camuflar a vossa essência. Sejam felizes com a vossa imagem , façam as pazes com o vosso corpo, e aceitem a vossa beleza, pois será sempre única e especial”, aconselha o especialista e estudioso em imagem.
Pedro Crispim estreou-se em televisão em 2005, no programa Esquadrão G. Desde então fez parte do 6 Teen, Queridas Manhãs, Você na TV, Boa Tarde, Passadeira Vermelha, e após a sua rubrica de moda no programa Faz Sentido da Sic Mulher podemos vê-lo no programa “Você na TV” no seu espaço da TVI, Guru da Moda.

 

Homem de amor e de amores, o alentejano confessa-se como um homem de paixões e admite que já penso em casamento e em ter filhos. Dois desejos que ainda pretende ver cumpridos. Mas antes de iniciar uma família é necessário encontrar a pessoa certa. A forma como os outros são tratados é para si o ‘espelho’ da personalidade.
“Antes de mais analiso a forma como a pessoa trata os outros, penso que esse será um reflexo directo da pessoa que é, e da sua base. Outras características são o sentido de humor, o olhar seguro, a solidez, a tranquilidade, o espírito aventureiro, a generosidade e humildade como bases para a vida!”, diz Pedro Crispim.
O trabalho no mundo na moda fez com que viajasse bastante e a cada uma das viagens que faz deixa-se inspirar pela cultura e pelo estilo que encontra em cada um dos países e cidades que visita.
“Dos locais que já visitei destaco o Japão, França, Espanha, Grécia, Inglaterra, América ou a Itália. Em todos estes locais tirei o que de melhor havia para acrescentar a bagagem da vida. Também destaco a liberdade dos Londrinos, a irreverência dos Japoneses mais jovens, e a elegância e sofisticação blaze dos Parisienses”, diz o stylist sobre os locais que já visitou e que mais o inspiraram para continuar a criar e inovar.
Mas tal como todos os viajantes, por mais que se conheça o mundo não há alegria maior do que voltar a ‘casa’ e ser-se brindado pela reconfortante luz de Portugal. Sobre o cada vez maior protagonismo que o país está a ter, Pedro Crispim, que declara-se um português orgulhoso, acredita que este: “foi algo súbdito, já que o normal teria sido que esta exposição fosse mais gradual ao longo dos anos, mas acredito que com esta atenção surjam oportunidades a todos os níveis. Só temos que estar preparados para conseguir gerir tudo da melhor forma”.

 

 

Ler é um dos seus grandes prazeres, quer sejam livros (Descomplica, de Cristina Castro Fernandes, é o livro que repousa na sua mesa de cabeceira) ou imprensa escrita. Sobre os problemas que a imprensa escrita está a enfrentar e a cada vez mais importância do online, o antigo manequim acredita que há espaço para todos.
“Não acredito que os jornais e revistas em papel possam acabar. Entre nós, devo admitir que adoro o toque e o cheiro do papel, é algo que me traz memórias reconfortantes e até me provoca uma sensação de aconchego curiosa. Acredito que exista espaço para tudo”, esta é a opinião de Pedro Crispim sobre o futuro dos jornais e das revistas. Aliás, ele próprio é o responsável pela revista online Styling Project Magazine.
Com o fim do ano a chegar é normal que se faça um balanço e se pense no futuro, algo que encara com cada vez mais experiência e sabedoria.
“Com 40 anos tenho em mim uma noção diferente do tempo e do espaço, o que também levou a uma alteração das minhas prioridades. Neste momento quero continuar neste meu caminho, tanto na indústria da moda como na comunicação, aliás quando penso nisso sempre utilizei a moda como uma forma de chegar as pessoas e comunicar quem sou e o que penso do mundo”. Pedro Crispim pensa, antes dos 50, voltar as raízes e ao Alentejo, onde tem a família. Este é um sonho que tem mas até lá vai continuar a distinguir-se na moda nacional

 

Divas Dos Anos 80 Sophia Lauren E Jane Fonda

SOPHIA LOREN A DIVA DA IDADE DE OURO

Representante da geração de ouro do cinema mundial, Sophia Loren é uma das últimas grandes divas da sétima arte. Marcante e apaixonante, Loren entrou no imaginário mundial devido a sua beleza exótica e versatilidade. Mãe sofrida ou mulher vistosa. Nenhum desafio é demasiado grande para a actriz, que é considerada uma inspiração para Meryl Streep ou Daniel Day Lewis. Com 69 anos de carreira, a italiana é considerada uma das maiores 25 actrizes da história.
Numa era em que os estúdios eram muitos mais do que meras empresas de distribuição e os actores eram figuras marcantes que perduravam no tempo, uma diva vinda directamente de Itália marcou o seu nome em ouro. Ao lado de Elisabeth Taylor e Brigitte Bardot, a bela morena destacou-se nas décadas de 50 e 60 com produções que oscilavam entre a comédia e o drama. Mas tal como nos filmes que fazia, o final feliz é antecedido por momentos conturbados.
Há 85 anos atrás, Itália vivia sob o jugo de Benito Mussolini, nascia, em Roma, Sofia Villani Scicolone. Filha de uma professora de piano clássico e de um engenheiro da construção civil de ascendência francesa, a infância da jovem foi marcada por uma família destruída, já que o pai nunca cuidou das duas famílias e o dinheiro que a mãe ganhava a dar aulas de piano não dava para as sustentar.
Foi em Pozzuoli, pequena aldeia perto de Nápoles, que as irmãs Sofia e Maria viveram os primeiros anos de uma vida que foi marcada pela fome e pelo eclodir da II Guerra Mundial. A aldeia napolitana era um alvo frequente dos bombardeamentos aliados, que a deixaram com uma cicatriz no rosto e destruíram a casa da família materna, levando a que se abrigassem nos esgotos da aldeia para não dormirem ao relento.
Os anos passaram e Pozzuoli voltou a normalidade. As escolas voltaram a abrir, o céu nocturno perdeu os clarões das bombas e os Scicolone taparam os buracos deixados na casa da família. A avó, Laura, decidiu abrir um bar improvisado. Foi a servir licor aos soldados que a adolescente cresceu. Foi entre copos vazios e os cinemas improvisados que os americanos montaram que a jovem começou a sonhar com uma vida longe de Nápoles e dos horrores da guerra que viveu.
Com apenas 16 anos, a jovem, que o que mais queria era ter condições para sustentar a família, tentou a sorte no concurso Miss Itália. De pele morena, boca grande e olhar felino, Sofia esteve no lote das mulheres mais belas do país e que se apresentaram em Roma perante um olhar de um feroz júri que a considerou demasiado sexy. Mesmo não tendo ganho o concurso, voltar atrás não era opção. A sua vida e o sustento da sua família passavam pela cidade eterna e pela Cinecittà, a meca do cinema italiano. Com o nome Sofia Lazzaro, fez as primeiras figurações em produções como “Quo Vadis” ou “lui Era … si! sì!”.
SOPHIA

Sophia nasceu para ser a protagonista da sua vida, não apenas uma mera figurante. Quem pensou o mesmo foi o realizador Vittorio De Sica, que assim que a viu ficou completamente encantado e a convidou a fazer parte de “Ouro em Nápoles”, onde protagonizou uma das caminhadas mais famosas da história do cinema e onde o público pode ver o ‘diamante bruto’ que se apresentava perante o olhar de todos.
Em “La Favorita”, tivemos o primeiro papel de protagonista de Sophia Loren. Esta produção apresentou Loren não como uma promessa mas já como uma estrela pronta a brilhar perante a lente de Mário Matolli, o precursor do neo-realismo e que a dirigiu em “Duas Mulheres”. Depois de ter dado vida a belas mulheres, a actriz transformou-se para interpretar Cesira, uma mãe que tenta proteger a filha menor das desventuras da guerra. Com uma actuação comovente, e quem muitos aspectos reflecte a infância que teve no meio de bombardeamentos que não a deixavam dormir, arrecadou 22 prémios, sendo os mais sonantes a palma de ouro para melhor actriz no Festival de Cinema de Cannes e o Oscar para melhor intérprete feminina. Esta foi a primeira vez que um filme estrangeiro viu a sua actriz principal ganhar a apetecível estatueta dourada.
Depois de ganhar o maior prémio que uma actriz pode ambicionar, o ‘salto’ para os Estados Unidos foi o próximo patamar a subir na escadaria que a levou para um pedestal onde estão poucas actrizes. Em 1957 assinou um lucrativo contrato de 5 anos com a poderosa Paramount Pictures. Durante este período, a diva italiana fez parte de uma elite que marcou o cinema de Hollywood e que é recordado ainda hoje com muito carinho. “Casamento à Italiana” e “O Girassol” são duas películas que os críticos cinematográficos referem como alguns dos seus melhores trabalhos feitos durante a década de 60. Vista como uma sex symbol e um dos maiores símbolos culturais de Itália, Sophia Loren gozava de uma popularidade única e que teve na dupla com Marcello Mastroianni um dos seus pontos mais altos.
Mas a vida de Sophia Loren também tem pontos baixos e polémicas. Em 1979, o fisco italiano processou-a por, alegadamente, não ter pago ao fisco os rendimentos referentes aquele ano. Durante 37 anos este processo ‘correu’ nos tribunais e a actriz chegou a ser condenada a 18 dias de prisão. Várias décadas e recursos depois, foi declarada inocente. Este é um dos acontecimentos que sempre refere quando lhe perguntam em entrevistas sobre do que mais se arrepende.
Para ultrapassar todos os problemas que enfrentou, Sophia Loren teve no amor pela família um ‘porto seguro’. Com Carlo Conti Sr teve os seus dois filhos, Carlo Jr e Edoardo. Foi por eles que afastou-se da actuação e se dedicou mais a família. Perante a lente do filho mais novo, que tal como o pai escolheu ficar atrás das câmaras, vai protagonizar “La vita davanti a sé”. Depois de “Nine”, gravado em 2009, está assim marcado o regresso da actriz ao grande ecrã. Mesmo não trabalhando ao mesmo ritmo que em décadas anteriores, os fãs não esquecem a última das grandes divas, que em 1991 ganhou o segundo Oscar de uma rica carreira pontuada por inúmeros prémios e reconhecimentos em todo o mundo.
Considerada um tesouro vivo do cinema mundial, a bela italiana completou 85 anos no passado mês de Setembro. Mesmo com o passar dos anos, a última das grandes divas do cinema mundial contínua simpática e envolvente, encantando tanto colegas como o grande público que a continua a ver desfilar uma das últimas divas da Idade de Ouro do Cinema de Hollywood.

 

 

JANE FONDA UMA ATIVISTA DE CAUSAS

Quando recebeu o Oscar de melhor actriz em 1971, Jane Fonda não sabia indicar o Vietname no mapa. Um ano depois, a filha do também actor Henry Fonda viajou sozinha para Hanói e desde então tem-se destacado como uma activista de muitas causas. Mulher de garra, os 81 anos de vida não a impedem de estar na fila da frente de manifestações e de continuar a fazer aquilo que faz melhor: representar.
Nascida em Nova Iorque, em 1937, a representação sempre fez parte da vida de Lady Jayne Seymour Fonda, já que o pai, o irmão (Peter) e uma sobrinha decidiram dedicar as suas vidas a darem corpo às mais diferentes personagens.
Nasceu durante as gravações de “Jezebel”, onde o seu pai, o mítico Henry Ford representou junto à grande Bette Davis e até aos 13 anos a jovem teve uma vida confortável. Foi na entrada da adolescência que a mãe, uma socialite marcada por traumas de infância, cometeu suicídio após dar entrada numa instituição psiquiátrica. Aos dois irmãos, que eram muito protegidos pelo pai, nada lhes fora dito e a adolescente acreditou que a progenitora tinha morrido de ataque cardíaco, até ler a verdade numa revista de cinema. Este acontecimento ajudou a criar uma personalidade forte e contestatária, bem diferente do ambiente recatado que encontrou quando, com apenas 15 anos, entrou para a Greenwich Academy, um internato para raparigas.
Com cabelos loiros volumosos e silhueta longilínea, Fonda apareceu como modelo nas conceituadas revistas de moda “Vogue” e “Harper’s Bazaar” antes de se encontrar com Lee Strasberg, da Actors Studio. Foi o criador do ‘método’ que a inspirou a perseguir uma carreira na representação, primeiro entre as tábuas do teatro e depois nas grandes produções de Hollywood.
O seu primeiro grande papel foi em “Pelos Bairros do Vício”, onde deu assas a toda a sua sensibilidade no papel de uma prostitute tendo ganho o Globo de Ouro para melhor actriz promissora. Vista como uma das mais talentosas da sua geração, a promessa consagrou-se em realidade quando interpretou uma professora fora-da-lei em “A Mulher Felina”, uma comédia de estilo western que a catapultou para o estrelato com apenas 28 anos de idade.
Com um estatuto de sex symbol, a jovem Jane Fonda escolheu com muitos cuidado os seus papéis, tendo recusado “Bonnie e Clyde”, até encontrar aquele que lhe ia dar a tão desejada estatueta dourada. Em “Klute” deixou todo o seu dramatismo transparecer enquanto lutava pela própria vida fugindo de um assassino psicopata. Este foi o enredo que a levou até aos Oscares mas outra história começava a escrever-se a sangue.

 

A década de 70 ficou marcada com a guerra do Vietname. Enquanto as ‘estrelas’ de Hollywood desfilavam no Kodak Theatre, os soldados americanos matavam e morriam nas profundezas da selva. Inspirada por “Amargo Regresso”, filme que faz uma crítica feroz à guerra que se desenrolava e com o qual ganhou o segundo Oscar da carreira, Jane Fonda fez muito mais do que aprender a identificar Hanói no mapa e viajou sozinha para o meio de um sangrento conflito. As imagens capturadas, onde aparecia sentada sorridente sobre um canhão dos vietcongues, fizeram com que ganhasse o apelido de “Hanói Jane” e fosse vista como uma traidora pelo FBI.
Foi desta forma que começou a faceta de activista política. Para além de ser contra a guerra, Fonda também lutou pelos direitos dos nativos americanos e ‘abraçou’ o movimento dos Panteras Negras.
Para mudar a forma como era vista, pintou o cabelo de castanho e começou a gritar palavras revolucionárias. Muitos acreditaram que o romper com o rótulo de sex symbol e a cada vez maior voz política que tinha na década de 70 trouxeram-lhe alguns dissabores cinematográficos.
Em “My Life So Far”, biografia que escreveu em 2005, a actriz disse mesmo que a sua carreira tomou um outro rumo após se ter oposto publicamente contra o que acontecia no Vietname e como a comunidade negra era tratada no seu próprio país. A casa que dividia com o segundo marido, Tom Hayden, era paragem obrigatória para mendigos, hippies e activistas. Foi durante este período que a Campanha por uma Democracia Económica (CDE), organização de apoio àqueles que tinham menos recursos e lutavam para se manter numa América que ainda sofria com as feridas deixadas pela guerra do Vietname e a do Golfo.

A volta de Jane Fonda ao estrelato de Hollywood aconteceu, já na década de 80, com “Nine to Five”, um dos maiores sucessos de uma longa e variada carreira, repleta de distinções. Representar ao lado do pai sempre fora um dos sonhos da actriz, que conseguiu tal feito em “On Golden Pond”, película que produziu e protagonizou ao lado de Katharine Hepburn. Com este filme, os Fonda ganharam o Oscar para melhor actriz secundária e para o melhor actor.
Mulher de vários amores, a década de 90 trouxe uma nova paixão a Jane Fonda. A actriz activista encantou-se por Ted Turner, o milionário dono da cadeia CNN. Foi por ele que decidiu deixar a carreira de actriz de lado para se dedicar-se aos vídeos de ginástica aeróbica, uma das formas que encontrou para manter a beleza e vitalidade que sempre a marcaram. Mas se foi ao lado de Ted Turner que desfilou na passadeira dos Emmys, também foi por causa dele que abraçou o feminismo e juntou-se ao movimento MeToo tendo admitido que tinha sido violada em criança e que também sofreu represálias por ter recusado o chefe.
Sem complexos, fundou uma organização para reduzir o índice de gravidez em adolescentes, já que os Estados Unidos são um dos países do mundo com maior taxa de mães com menos de 18 anos. Sempre próxima dos grandes círculos políticos, a galardoada actriz foi uma fervorosa apoiante de Hillary Clinton nas últimas presidenciais norte-americanas e tem demonstrado todo o seu descontentamento em relação a administração de Donald Trump, que acusa de ser intolerante com os imigrantes e com o aquecimento global.
As questões climáticas sempre tiveram um carinho especial no coração de Jane Fonda que mesmo com 81 anos continua a participar em manifestações. Em frente do Capitólio, com um icónico casaco vermelho, que emprestou a uma mulher que estava com frio, a polícia de Washington deu-lhe voz de prisão. A quarta vez no espaço de um mês. Nesse mesmo dia, a actriz deveria comparecer no Beverly Hilton, para receber, na celebração anual dos BAFTA LA, o Troféu Stanley Kubrick por excelência no cinema.
Actualmente Jane pode ser vista na série da Netflix “Grace and Frankie”, produção que vai para a quinta temporada e tem estado a quebrar vários tabus, que retrata os conflitos daqueles que chegam à terceira idade. No que toca às causas a defender, essas nunca serão demais para uma mulher que independentemente da idade continua a arranjar forças para lutar por aquilo em que acredita.

 

PA RA B RI L H A R N A S O C A S I Õ E S E S P E C I A I S (ENTREVISTA RAFAEL FREITAS) ELES&ELAS307

A cada colecção que apresenta, Rafael Freitas reinventa-se
como criador, já que se adapta às necessidades da sociedade
e dos clientes que o procuram para terem o vestido
ideal. Todas as suas peças são personalizadas pois nelas
está espelhada a história, os receios e os sonhos daqueles
que os vão usar.
Requinte e sonho. As criações de Rafael Freitas são peças
de alta-costura que acompanham as mudanças existentes
tanto na sociedade como na mulher real. Estes são vestidos
únicos e personalizados que reflectem a história de vida e
os sonhos dos clientes que procuram o criador.
Na Maison Rafael Freitas, que se situa na central avenida da
Boavista, no Porto, os clientes são recebidos num ambiente
apalaçado onde o luxo e os brilhos Swarovski fazem com
que as criações ali criadas sobressaiam.
“Baseio-me essencialmente numa leitura da sociedade e
na percepção das suas necessidades, através da procura
de um estilo diferenciado e não vulgarizado, contrastando
a riqueza dos materiais usados, os apontamentos e aplicações
muito próprias que caracterizam a marca, o jogo de
sedução entre o brilho, cor e sombra, o apelo à originalidade
e ousadias temperadas”, explica Rafael Freitas sobre o que
caracteriza a sua marca.
“Esta é uma maison única, imponente, envolvida em requinte
e glamour. É um espaço apalaçado onde o luxo e os
brilhos Swarovski imperam”, revela o designer sobre o seu
novo espaço, um mundo de sonhos na alta-costura portuguesa
onde todos os detalhes contam.

As criações de Rafael Freitas não são simples peças de roupa,
já que todas contam uma história que vai sendo construída
ao longo do processo de confecção e que é adaptada
ao gosto do cliente.

 

VER MAIS NO ÚLTIMO NÚMERO DA ELES&ELAS JÁ NAS BANCAS.

CLÁUDIA VIEIRA A Girl Next Door Que Se Tornou Uma Estrela

 

 

Actriz e modelo, Cláudia Vieira é uma das mais conhecidas e belas mulheres portuguesas. Descontraída e com uma simpatia sem limites, quando falamos do seu nome rapidamente a associamos a produções como “Morangos com Açúcar”, “Rosa Fogo”, “Sol de Inverno”, “Alma e Coração” ou Coração de Ouro”.
Uma confessa apaixonada pela vida, a ‘cara’ da SIC é mãe de duas meninas, Maria e Caetana. A mais nova, fruto da relação com o empresário João Alves, nasceu a 01 de Dezembro.

Nascida há 41 anos, numa quinta idílica às portas de Lisboa, Cláudia Patrícia Figueira Vieira é uma das figuras nacionais mais reconhecidas e acarinhadas. Apresentadora, protagonista de várias telenovelas e campanhas publicitárias, é figura assídua na televisão portuguesa há 15 anos.
Com 1,76 de altura e lustrosos cabelos escuros, Cláudia Vieira é uma inspiração para várias mulheres, que a vêem como um exemplo a seguir.
Independente, orgulhosa, bastante feminina e segura de si mesma, estas são algumas das características que se colam a si como uma segunda pele e que a fazem destacar-se onde quer que esteja.
Ao contrário do que o espectador está habituado a ver nas passadeiras vermelhas que frequenta, e onde deslumbra em qualquer vestido com a sua beleza magnética e sorriso inconfundível, a infância da actriz esteve longe de ser glamorosa. Com mais três irmãos (dois rapazes e uma rapariga) e vários primos, subir às árvores e esfolar os joelhos eram algo de comum para a girl next door.

 

 

 

 

 

 

Livre e muito ligada a natureza, já que foi criada numa quinta de família, os figos apanhados directamente da árvore e o pão quente que a avó ia buscar logo de manhã a padaria fazem parte das memórias felizes que guarda da infância.
“O que mais falta sinto é desse contacto directo com a natureza”’ relembra Cláudia Vieira sobre o período dourado que passou na pequena freguesia de Pinheiro de Loures, lugar pacato. Os dias eram calmos e vividos entre a escola, José Afonso, o restaurante da avó na Costa da Caparica e a prática de desporto (uma das suas maiores paixões).
Livre e muito ligada a natureza, já que foi criada numa quinta de família, os figos apanhados directamente da árvore e o pão quente que a avó ia buscar logo de manhã a padaria fazem parte das memórias felizes que guarda da infância.
“O que mais falta sinto é desse contacto directo com a natureza”’ relembra Cláudia Vieira sobre o período dourado que passou na pequena freguesia de Pinheiro de Loures, lugar pacato. Os dias eram calmos e vividos entre a escola, José Afonso, o restaurante da avó na Costa da Caparica e a prática de desporto (uma das suas maiores paixões).

 

Chegada à vida adulta, a mudança para Lisboa, que ficava ali tão perto mas ao mesmo tempo tão longe, foi o próximo passo a dar. Independente desde cedo, altura em que começou a trabalhar como promotora, a entrada no mundo da moda deu-se quase por acaso. Actualmente filiada na L’Agence, Cláudia Vieira nunca viu nos trabalhos como modelo uma forma de fazer carreira mas apenas como uma forma de conseguir ganhar algum dinheiro para perseguir o caminho que já se via a seguir.
Um dos seus primeiros projectos foi uma fotonovela, onde fazia o papel de duas irmãs gémeas. Seguiram-se desfiles para a Hummel e Wella, editoriais e catálogos para várias revistas de moda, onde demonstrou um lado bastante feminino e único no panorama nacional. Devido a uma imagem única, foi eleita Mulher Triumph e ocupou o papel de embaixadora da L’Oréal Paris em Portugal.
Tudo mudou na vida da jovem actriz com o seu primeiro grande papel em televisão. Em 2004, Cláudia Vieira junta-se ao elenco da segunda temporada de “Morangos com Açúcar”. Na conhecida série juvenil, e que serviu como ‘laboratório’ para vários rostos da representação nacional, viveu o papel de Ana Luísa, uma apaixonada por motocrosse. O seu par, Simão, era interpretado por Pedro Teixeira. Foi nos corredores da antiga NBP, actualmente Plural, que este amor da ficção transportou-se para a vida real. O casal, que esteve junto durante nove anos, é pai de Maria.
Mesmo tendo começado a ‘dar cartas’ na representação de Queluz de Baixo, onde era uma das promessas do canal, Cláudia Vieira decidiu começar tudo de novo. Foi na ficção da SIC, para onde se mudou em 2008, que a actriz passou de promessa a uma certeza. Desde então, a morena de sorriso fácil tem sido presença assídua nos ecrãs dos portugueses. Foi também no canal de Carnaxide que se estreou na apresentação, em programas como: “Ídolos” e “Factor X”. Ao lado de João Manzarra protagonizou uma dupla bastante consensual e que se distinguia das restantes pelo estilo refrescante, divertido e bastante enérgico que transmitiam.

 

Um dos pontos altos da carreira de Cláudia Vieira aconteceu com a participação nos Internacional Emmys Awards, em Nova Iorque. “Rosa Fogo”, que protagonizava, e Remédio Santo” (da TVI) estiveram nomeadas para o prémio de melhor telenovela. As produções portuguesas viram esta distinção ser entregue a “O Astro”, da TV Globo.
Em 15 anos de carreira, onde teve que se reinventar para poder dar o melhor de si, deu corpo e alma a várias mulheres.
“Passar por grandes processos de transformação física e visual para as minhas personagens fez com que olhasse mais para o meu lado feminino”, afirmou a actriz sobre o processo quase camaleónico pelo qual passa para poder interpretar as suas personagens.
Cláudia Vieira já foi uma apaixonada professora de tango, uma ousada jornalista sem qualquer tipo de pudores em ir contra os poderes instituídos ou uma trapezista de circo. Sempre focada no trabalho, faz questão de fazer ela própria as cenas mais físicas. Acredita que desta forma de transmitir a intensidade necessária em cada cena. A actriz protagonizou uma queda aparatosa nas gravações da novela “Alma e Coração”, onde contracenava com José Fidalgo. Devido a esta queda do trapézio partiu uma costela mas nem a dor física consegue parar a popular figura que em tudo vê um lado positivo.
Muito ligada a causas sociais e ao que a rodeia, a actriz é madrinha da Casa da Palmeira. Este é um centro de acolhimento temporário para crianças em risco com idades até aos 12 anos e que está sedeado em Loures, cidade que a viu nascer.
Reservada no que toca a vida pessoal, é junto dos mais próximos que gosta de estar e é neles que ganha forças para abraçar novas aventuras. “Tenho tido grandes desafios, coisas que a vida me coloca pela frente, e agarro-os sempre!”
Um dos sonhos que pretende ver realizados é a abertura de um turismo rural sustentável, de respeito pela natureza. O mesmo respeito que lhe foi incutido desde criança e que ajudou a moldar a mulher em que se tornou e que não se conforma com o que o destino tem reservado, preferindo ‘arregaçar’ as mangas e lutar por aquilo que acredita.

 

Eles&Elas 306- ANIVERSÁRIO 38 ANOS

 

Com este número festejamos o 38º ANIVERSÁRIO da ELES&ELAS e o presente que decidimos oferecer-vos foi A NOVA IMAGEM DA REVISTA!
Enquanto a leitura impressa tem terminado neste país, nós continuamos a entregar todas as nossas forças para que a ELES&ELAS-Lifestyle continue a apostar na cultura que conduzirá ao conhecimento e prestígio das marcas apresentadas, e á beleza e criatividade do espetáculo da vida, para que tudo não desapareça em segundos. Mas outra novidade é que nós também vamos apostar e atualizar os sites e redes sociais, oferecendo a distração que todos merecem…e onde algumas boas marcas, pela novidade, têm apostado.
Fizemos uma sondagem e muitos concordam: “uma casa sem livros e sem revistas não é uma casa!” Com um agradecimento aos nossos patrocinadores e esperando conseguirmos ainda ter tempo para organizarmos uma linda festa de aniversário lá para o final do ano,… fico a aguardar a vossa opinião, e notícias.
Com muito apreço e amizade,
Maria da Luz de Bragança.